Belgian Beer Weekend: tudo que você precisa saber

Belgian Beer Weekend.
Belgian Beer Weekend na Grand Place em Bruxelas. foto: Divulgação / Belgian Brewers.

No que diz respeito a cervejas, a Bélgica é um país muito conhecido no cenário cervejeiro mundial, tanto pela sua importância histórica em relação à bebida, quanto pelas suas cervejas únicas, a exemplo de suas Lambics, suas cervejas de abadia e suas Brut. Esse sentimento de valorização das cervejas nacionais é tão grande que, em 2016, a Unesco passou a considerar a cultura cervejeira belga como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o que pode se ver traduzido no Belgian Beer Weekend, o mais famoso evento cervejeiro do país.

Belgian Beer Weekend.
Belgian Beer Weekend na Grand Place em Bruxelas.
foto: beertourism.com
O Belgian Beer Weekend é um festival que acontece anualmente na primeira sexta-feira de setembro e se estende até domingo, num total de 3 dias de evento. Em 2018, o festival acontecerá nos dias 07, 08 e 9/09, na Grand Place em Bruxelas, capital do país. Por lá, são reunidas diversas cervejarias belgas com estandes vendendo suas cervejas (na pressão e em garrafas) para serem consumidas no evento, além de contar com a realização de eventos, shows e desfiles temáticos das cervejarias participantes.
Esse festival é organizado pela Federação Nacional dos Cervejeiros Belgas (National Federation of Belgian Brewers), uma organização que conta com mais de 70 membros, tendo entre eles a maioria das grandes e médias cervejarias do país.
Além do grande número de cervejarias presentes no festival, o Belgian Beer Weekend conta com importantes concursos cervejeiros, além de uma cerimônia muito interessante, que é a ordenação de notáveis e importantes figuras do cenário cervejeiro mundial ao título de Cavaleiro da Pá Cervejeira (Knights of the Mash Staff).
Cavaleiros da Pá Cervejeira ou Knights of the Mash Staff.
Cavaleiros da Pá Cervejeira ou Knights of the Mash Staff.
foto: beertourism.com

Cervejarias do Belgian Beer Weekend

As mais famosas cervejarias belgas estão presentes nesse festival, o que inclui as 6 cervejarias Trapistas do país: Orval, Chimay, Rochefort, Westmalle, Achel e, a mais cobiçada de todas, Westvleteren (confira o post sobre como chegar na abadia da Westvleteren).
Estão presentes também as famosas e icônicas Lambics de renomadas cervejarias como a Lindermans e Boon. Infelizmente, ao que parece, a Cantillon e a Mort Subite não estarão presentes na edição de 2018.
Para muitos, o ponto máximo do evento é o estande da DeuS, considerada por muitos uma das melhores cervejas do mundo e com razão, já que seu sabor insuperável é fruto de um minucioso e extremamente refinado processo de produção.

Delirium Café

O salão do subsolo do Delirium Café.
foto: Divulgação.
Nunca, jamais se esqueça de visitar o Delirium Café, bem como a Delirium Village como um todo, quando for a Bruxelas. É como ir a Paris e não ver, nem que seja de longe, a Torre Eiffel. Ou como do Arpoador não se ver o mar, como diria o Skank na voz do mineiro Samuel Rosa.
Para saber mais sobre esse templo cervejeiro, eu que aqui vos escrevo, também escrevi uma matéria sobre o Delirium café e suas mais de 3000 cervejas.

Chocolate Belga

Chocolate belga.
Chocolate belga.
foto: pixabay.com
Para os que pretendem ir ao Belgian Beer Weekend, mas querem conhecer outros atrativos turísticos do país, não se esqueça do doce mais famoso do mundo: o chocolate, que por lá pode ser encontrado em cada esquina, principalmente em Bruxelas.
O chocolate belga é mundialmente famoso por sua qualidade e delicadeza, além do rígido controle e certificação do seu processo de produção. Desde 1884, para ser considerado chocolate belga, o produto passou a ser fiscalizado sob uma lei que exige, no mínimo, 35% de cacau puro na composição do chocolate. Isso passou a evitar que o produto fosse adulterado com gorduras de baixa qualidade. Tais gorduras, banidas do processo de produção do chocolate belga, são usadas para aumentar o ponto de derretimento do chocolate, o que deixa aromas e sabores residuais indesejáveis que descaracterizam o produto final.
É muito comum encontrar ateliers e outlets independentes com produção artesanal em Bruxelas e diversas outras cidades do país. Até mesmo grandes marcas industriais seguem esse padrão legal de pureza e qualidade, para conferir o cobiçado nome de chocolate belga a seus produtos.
Para os amantes de harmonizações entre cervejas e chocolates, é uma pena que os estilos stout e porter não são tão comuns na Bélgica.

Waffles

Waffle.
Waffle: doce tradicional belga.
foto: pixabay.com
Outra guloseima que é sucesso por lá é o Waffle, um tipo de massa doce de origem belga à base de farinha de trigo e ovos. Normalmente, os waffles são feitos em uma chapa de ferro quente, com covinhas e canaletas que imprimem texturas na massa pronta.
Por lá, os waffles são sempre servidos frescos e ligeiramente crocantes, muitas vezes cobertos com chocolate derretido, chantily e frutas como morango, framboesa e cereja.
Quando você avistar uma fila de pessoas em alguma lojinha nas ruas de Bruxelas, não se assuste, provavelmente será para comprar waffles.
Antes que eu me esqueça, eu recomendo um waffle depois de uma longa tarde de bebedeira. É bom pra repor as energias, proteínas e carboidratos no organismo. E lembre-se sempre: “beba menos, beba melhor.”

Batatas Fritas

Batata frita belga.
As famosas batatas fritas belgas.
foto: pixabay.com
Quem não ama uma batata frita? Com cerveja então, esse é um dos petiscos mais pedidos como acompanhamento. E na Bélgica não é diferente: por lá, é muito comum o consumo de batatas fritas como acompanhamento de diversos pratos e nos mais variados momentos do dia.
E o que faz das batatas fritas belgas um petisco tão apreciado? Além delas serem vendidas em quiosques em praças e becos por todos os cantos, o que permite que as pessoas saiam pelas ruas com cones de papel cheios de batatinhas cobertas por molhos incríveis, elas possuem um ingrediente muito especial: a gordura bovina. Essa gordura, chamada comercialmente de sebo no Brasil, é o óleo usado em sua fritura, conferindo a ela um aroma e sabor fantástico.
Ah, não se esqueça da maionese. Os molhos que acompanham as batatas fritas belgas variam de lugar para lugar, mas a maionese é sempre surreal.

Frutos do mar

Mexilhões.
Mexilhões ou Moules.
foto: pixabay.com
Esses não fazem tanto sucesso quanto as cervejas, os chocolates e as batatas fritas por lá, mas mesmo assim são parte da cultura gastronômica belga.
Os moules, ou mexilhões, são os frutos do mar mais comuns na bélgica, os quais são preparados das mais diversas formas, o que inclui vinho em sua cocção, licores, cervejas e acompanhamentos como batatas fritas… pra quem achou que se livraria delas, achou errado. O moules et frites é um prato belga que tem como base mexilhões cozidos como falei acima, acompanhados de batatas fritas. Simples assim… só faltou o bacon
Além dos mexilhões, as ostras também são queridinhas pelos belgas, mas essas são mais comuns de serem consumidas em natura, com no máximo uma acompanhamento simples, como molho vinagrete ou limão e sal.
E para harmonizar essas duas iguarias com cervejas, minha sugestão são os estilos Saison, Witbier e Dubbel. Vale a pena a pedida.
E se quiser saber uma receita de dar água na boca, confira essa receita de coelho com molho de cerveja e cereja que nossa autora e colunista, Márcia Guimarães, ensinou pra nós aqui no site do Barba.
P.S. Márcia, que dia você vai fazer essa receita pra nós?
P.S.S. Esse pedido foi só uma desculpa pra colocar uma foto da receita no nosso feed do Instagram (na verdade foi pra comer esse prato, mas tá valendo hehehehe).

Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed