Mais uma série do Barba, Barriga e Cerveja pra te deixar com água na boca e com muita vontade de repetir em casa. Aprendi a cozinhar com minha avó e me orgulho muito disso, já que vovó sempre cozinhou muito bem. Acontece que não tenho nenhuma formação na área de culinária e nem me considero uma possível candidata ao Master Chefe, mas arrisco bastante.

Baunilha é meu cheiro e gosto predileto. Tudo que vejo, compro. Tenho vela, linha completa de cosméticos, perfume e vários itens de papelaria. Minha irmã diz que sou um biscoito ambulante. Por ser #aloucadabaunilha, o Bruno Pedras do Empório Veredas me presenteou com uma garrafa da Wäls Inhotim Walkeriana, uma Farmhouse Ale com toque de baunilha. Essa cerveja é da linha comemorativa aos 10 anos do Inhotim, o maior centro de arte contemporânea a céu aberto da América Latina, onde estive para o lançamento da linha, uma experiência maravilhosa, que você pode ver aqui. A Walkeriana faz homenagem às dezessete mil orquídeas Walkerianas dos jardins de Inhotim. É uma cerveja muito perfumada, leve e frutada.

 

Antes de experimentá-la, tentei trazer a boca a referência que tinha, em minha memória, do sabor da baunilha e com isso imaginar com o que essa cerveja harmonizaria. Passeando pelo Buzzfeed vi quatro receitas de brigadeiro. Brigadeiro de Cheese Cake, Brigadeiro de Torta de Limão, Brigadeiro de Churros e a última receita me fez pensar na Walkeriana na hora: Brigadeiro de Crème Brûlée.

O link para o artigo com a receita original e o vídeo explicativo está aqui. Fiz duas receitas e a primeira não deu muito certo. Da segunda vez fiz algumas adaptações. Na receita original a informação é que o rendimento é de oito a dez brigadeiros, mas a minha receita rendeu vinte, do tamanho de uma moeda de um real aproximadamente. Usei os seguintes ingredientes: Uma colher de sopa de manteiga (bem rasa); Uma caixinha de 395ml de leite condensado; Uma colher de chá de essência de baunilha; Um quarto de xícara de creme de leite; Uma xícara de açúcar; Um quarto de xícara de água.

 

Antes de começar a cozinhar, já deixei preparada uma vasilha de vidro, untada com manteiga. Em uma panela em fogo baixo, derreti a manteiga, adicionei o leite condensado e a essência de baunilha até obter uma mistura homogênea. Na receita original pede-se para acrescentar o chocolate branco. Eu optei por não acrescentá-lo. Adicionei o creme de leite e misturei até ver o fundo por cinco segundos ao passar uma colher. Desliguei o fogo e despejei o brigadeiro na vasilha de vidro untada com manteiga que havia separado anteriormente. Deixei esfriar na geladeira por uma hora. Enrolei os brigadeiros em seguida. Em uma panela antiaderente em fogo médio, misturei o açúcar, a água e mexi até dissolver. Deixei ferver, sem misturar, até que o açúcar ficasse levemente dourado. Inclinei a panela e fui jogando os brigadeiros. Com a ajuda de uma colher, retirei do banho de calda de caramelo. Cuidado para não deixar os brigadeiros muito tempo na calda quente para não derretê-los. Coloquei os brigadeiros em um papel manteiga, untado com manteiga, mas não foi boa a minha ideia, grudou tudo. Sugiro esperar mais tempo para esfriar e servir.

O caramelo não ficou tão duro quanto eu esperava, mas ficou delicioso. Não deu tanto trabalho quanto parece e foi super rápido de fazer. Harmonizar Brigadeiro de Crème Brûlée com a Wäls Inhotim Walkeriana muito inusitado e surpreendente, uma explosão de sabor. Para mim, foi semelhança, o prato complementando o sabor da cerveja e vice versa. Se quer  um conselho, experimente aí na sua casa também!

 

Gostou da sugestão? Como foi a sua experiência? Tem outra sugestão para nos dar? Conte aqui pra gente!

 

Um abraço!